segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Passeio na Redenção











Nestes dias quentes, conseguimos aproveitar apenas a manhã para fotografar e, assim mesmo, ficando o máximo possível a sombra das árvores. Daí minhas fotos de ontem terem ficado, quase todas, sombrias. Mas eu gostei delas, principalmente da do gatinho. (Sílvio)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Filhotes Adotivos








Na postagem de 19 de novembro passado, eu já havia comentado sobre a preferência do vira-bosta (Molothrus bonariensis – 21 cm) em escolher os ninhos do tico-tico (Zonotrichia capensis – 15 cm) para pôr os seus ovos. O vira-bosta é uma espécie parasita que não cuida dos seus filhotes, deixando a criação destes por conta de outras aves, desde a incubação dos ovos até a educação e a alimentação. Às vezes até põem para fora do ninho os ovos do tico-tico, deixando apenas os seus. Os filhotes do vira-bosta emplumam com as cores acinzentadas das fêmeas e, logo após a primeira muda, os machos ganham uma belíssima cor negra, com reflexos azulados quando expostos à luz do sol. No dia em que fiz as fotos acima, fiquei com pena do casal de tico-ticos, pois os filhotes pareciam insaciáveis, seguindo-os por toda parte, sempre reclamando por mais comida. (Ana)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Mosca e Flor



Como é que podemos achar algumas coisas bonitas e outras não? Num mundo em que a imensa diversidade é a regra, quais os critérios de beleza? Se não tivéssemos nos afastado tanto da natureza, essa mosca e essa flor seriam o mesmo para nós. (Sílvio)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Tiriba-de-testa-vermelha




Tiriba-de-testa-vermelha (Pyrrhura frontalis – 27 cm)

Quase sempre vejo periquitos e papagaios apenas de longe, quando passam voando em bandos fazendo uma barulheira danada. Gritando todos ao mesmo tempo, até parece que têm sempre muitas coisas para discutir. Tive muita sorte de fotografar os periquitos das fotos acima, porque eu estava exatamente embaixo da árvore em que eles vieram pousar. Daí foi só aproveitar o momento. No Guia Ilustrado das Aves dos Parques de Porto Alegre, verifiquei que esses bichinhos se agrupam em bandos e alimentam-se de frutos, sementes, flores e brotos. Macho e fêmea têm plumagens iguais e, na época do acasalamento, não constroem um ninho. Eles utilizam isto sim, um oco já existente numa árvore, no qual a fêmea põe em torno de cinco ovos. O casal cuida junto dos filhotes.
(Ana)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Filhotinho de Sabiá



Outro dia, quando voltávamos do Jardim Botânico, vimos um senhor alimentando com pedacinhos minúsculos de banana a um sabiazinho como o da foto acima. Como o passarinho estava em uma gaiola, resolvemos "investigar". O senhor era o dono de um bar e nos contou que não era a primeira vez que tinha que criar um sabiá deixado para trás por seus pais. Segundo ele, os dois irmãos do pequenino já haviam crescido o suficiente para tocar a vida sozinhos, e os pais, considerando que suas respectivas tarefas haviam terminado, foram embora também. Pela sua experiência, o tal senhor nos disse que dali a uma semana o abandonado já estaria pronto para sobreviver sozinho. A Ana e eu não atinamos em pedir ao senhor para tirarmos algumas fotos e depois nos arrependemos.

Hoje eu estava em casa e um vizinho me chamou para ver e fotografar o filhotinho que está nesta foto (ele é um pouco maior do que aquele que vimos na gaiola). O bichinho estava no pátio do edifício onde moro, no balanço da pracinha. Não havia como fotografá-lo de noite sem usar o flash, então fiz apenas uma foto e o deixei dormir sossegado. O porteiro me disse que pouco antes a mãe do pequeno estivera ali. Eu só não entendo por que eles, às vezes, resolvem sair tão cedo de seus ninhos. Fico, de coração apertado, torcendo por ele. (Sílvio)

sábado, 6 de dezembro de 2008

Corruíra Bebê





Corruíra (Troglodytes aedon - 12 cm)

Como todo filhotinho, esse também não parava quieto, sempre reclamando por comida. A mãe (ou o pai), incansável, ia e vinha com comida para dar aos filhotes. Vi apenas dois. Um deles ficava mais escondido e o outro, o filhotinho das fotos acima, me fez dar voltas e voltas em torno das bromélias para conseguir fazer algumas fotos. Os seus vôos pareciam mais com uns pulinhos e, quando parava, ainda se desequilibrava um pouco. Eram os seus primeiros "passos" ainda vacilantes. Uma característica que adoro nesses bichinhos é o amarelinho do bico, que permite que a gente os identifique como filhotes. Outra, é o tamanho do bocão que abrem sempre que um dos pais se aproxima. Olhem como o adulto fecha os olhos quando dá a comida, certamente com medo de levar uma bicada neles. (Ana)

Delícia de Refeição

João-de-barro (Furnarius rufus - 22 cm)

Com certeza para o João-de-barro essa lagarta é um delicioso petisco que, além de suculento, é de uma bela cor. Não é à toa que dizem que comemos também com os olhos. (Ana)